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Efeito das queimadas na Amazônia é tema de atividade fora da sala de aula

No projeto Rios Ocultos, os alunos do 6º ano percorrem as ruas  na região da escola até o Parque do Ibirapuera. O agravamento das queimadas na região norte e seus impactos ambientais foram incluídos neste estudo de meio

Desde o mês de agosto, os alunos do 6º ano da Escola Santi vêm percorrendo as ruas do bairro do Paraíso, dentro do projeto “Rios Ocultos”, iniciativa conjunta entre as disciplinas de Ciências Naturais, Geografia e História.

A ideia é que os estudantes desenvolvam pesquisas sobre os rios “escondidos” na cidade de São Paulo que, devido à urbanização à canalização, acabaram desaparecendo da vista da comunidade e muitas vezes só são lembrados devido a impactos ambientais como as enchentes.

Porém, nos últimos dias, as recentes queimadas na região Amazônica também entraram no escopo de estudo destes alunos.

Desta maneira, além de mapear os locais onde possivelmente nasce um rio que desagua no lago do Parque do Ibirapuera, os estudantes também analisarão como as queimadas na Amazônia afetam o clima da região Sudeste, consequentemente potencializando períodos de seca e crise de abastecimento de água.

“Tais mudanças de clima podem levar à falta de espécies nativas de Mata Atlântica, por exemplo, e ao desaparecimento de animais importantes como os polinizadores. Elas impactam na maior parte dos projetos urbanísticos instalados, prejudicando a saúde dos rios e diretamente na qualidade de vida da população”, explica o professor de Ciências, Stefan Bovolon, coordenador do projeto.

Os alunos também estabelecerão uma relação entre os aspectos de preservação ambiental (como região de mata ciliar, região de várzeas e nascentes, o equilíbrio ecológico – relação entre espécies de animais e plantas) com as questões problemáticas atuais, como degradação ambiental em outras regiões do Brasil.

Rios Ocultos –  A ideia do projeto é investigar, comparando com mapas antigos, e explicar o que ocorreu com os rios e quais os motivos do seu desaparecimento. O projeto inclui ainda uma pesquisa sobre o tema, com entrevistas com a população, além da captação de imagens para um possível documentário.

Entre outras questões que já foram levantadas estão, por exemplo, a descoberta de que a Avenida Paulista é um divisor natural de águas da bacia hidrográfica do Tietê e que a falta de espécies nativas de Mata Atlântica e o desaparecimento de animais importantes como os polinizadores, impactam na maior parte dos projetos urbanísticos instalados, prejudicando a saúde dos rios e a qualidade de vida da população.

 

 

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